Mixagem e Masterização: tudo o que você precisa saber

No segmento fonográfico existe uma disputa pelo maior volume de áudio que um fonograma pode emitir nos meios de execução, tanto analógicos, quanto eletrônicos. Desta forma, o teto de volume estabelecido para os arquivos de áudio fica muito alto, causando a perda de dinâmica musical e criando uma massa sonora com pouca definição. Definição que, muitas vezes, só é encontrada em estilos eruditos, jazzísticos e alguns derivados. A definição da dinâmica do volume é feita pelos compressores. Resumidamente, o compressor não passa de um controlador de volume, porém, pode ser usado para outros fins como, por exemplo: criação de distorção, atenuação de picos, atenuação de ruídos, timbragem, mixagem, equalização, entre outros.

Para o processo de mixagem, os equipamentos mais importantes são a mesa de áudio, seus periféricos e o software que será utilizado.

Pontos principais sobre mixagem e masterização

Mixagem

Após o processo de gravação, vem a mixagem, que é o balanço final entre tudo o que foi gravado no estúdio, em canais separados. Na mixagem são estabelecidos os níveis de volume para cada voz e timbre de cada um dos instrumentos da música. Todos eles serão integrados e equilibrados para formar a música da forma que ela será ouvida.

Esse processo também pode ser realizado em apresentações ao vivo. Seu principal objetivo é obter um equilíbrio entre o volume e timbre de todos os componentes de forma que todos possam ser ouvidos claramente.

Masterização

A edição do material mixado, antes de ser transferido para um suporte físico, não é privilégio da era do CD. Nos tempos analógicos, o material já era mixado numa fita e o resultado era transferido para outra fita, porém, com a evolução dos processos de gravação e edição de áudio, usar um mouse e um computador facilitou muito essa etapa do processo, além de difundir as técnicas de pré-masterização rapidamente, alcançando boa parte dos home studios.

A masterização nada mais é do que passar um pente fino nos arquivos mixados, buscando apurar e corrigir quaisquer deficiências sonoras ou problemas que, por ventura, venham a surgir. Após a mixagem, algumas falhas se tornam aparentes, e serão eliminadas ou minimizadas com a masterização.

Esse processo é reconhecido e muito bem aceito pelos engenheiros de áudio e produtores porque, quando bem executado, valoriza ainda mais o produto final.

Confira alguns processos realizados durante a masterização

Normalização – Este processo nivela as músicas, fazendo com que todas as músicas do álbum mantenham os mesmos níveis de volume.

Ruído – Quando ruídos são percebidos durante a masterização, eles são eliminados. Quando não for possível sua eliminação, podem ser Removerá ruídos indesejáveis no início e fim do material. Quando ruídos do sistema podem ser percebidos, mas não eliminados com a equalização é possível utilizar um sistema de redução de ruídos inteligente.

Sibilância – Os sibilos são sons contínuos, de característica musical e com tom agudo. São os Ss das palavras. Na masterização, a densidade desses sons pode ser controlada por meio do ajuste de frequências feito por compressores, que serão utilizados para estreitar a diferença entre os sinais mais altos e os mais baixos no material gravado.

Equalização – Apesar de muitas vezes a música mixada parecer perfeita, elas podem ser melhoradas na masterização com ajustes de equalização.

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